Além disso, deve ser solicitado o isolamento do paciente para um dos dois serviços de referência no RN, que são os hospitais Giselda Trigueiro, em Natal, e Rafael Fernandes, em Mossoró.

A orientação também é para os hospitais que vão receber os pacientes. Os casos suspeitos devem ser orientados quanto ao caso clínico, receber uma máscara cirúrgica, com orientação quanto ao uso correto, e conduzidos para um local de isolamento.

As lesões de pele em áreas expostas devem ser protegidas por lençol, vestimentas ou avental com mangas longas.

“Estamos vigilantes e preparados para caso o Rio Grande do Norte venha a ter casos da doença, que necessita de cuidado, atenção e isolamento. Elaboramos um plano de ação para orientar os serviços de saúde do estado sobre a necessidade de implementar medidas de preparação e resposta com base na prevenção e controle da transmissão dentro desses serviços, para o alinhamento de condutas, fluxos assistenciais, exames complementares para diagnóstico e medidas de precaução e isolamento, frente a um possível aparecimento de casos no Rio Grande do Norte”, disse Lyane Ramalho, secretária-adjunta da Sesap.

A doença é uma zoonose viral (vírus transmitido aos seres humanos a partir de animais) com sintomas semelhantes aos observados no passado em pacientes com varíola, porém com uma apresentação clínica de menor gravidade.

O período de incubação é de 6 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias.

Os sintomas são febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão.

Identificação de casos suspeitos

De acordo com a Sesap, pessoas de qualquer idade que apresentem, a partir de 15 de março, início súbito de erupção cutânea aguda sugestiva, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital), associada a relato de febre podem ser identificadas como casos suspeitos.

Além disso, está associada ainda histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados de varíola dos macacos nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas, ou ter tido contato com pessoas com histórico de viagem a país endêmico ou país com casos confirmados da varíola dos macacos, desde 15 de março, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.

Por g1 RN